A JUSTIÇA SOCIAL NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA HISTÓRIA NA 6ª CLASSE
Resumo
O presente estudo analisa a justiça social no processo de ensino-aprendizagem da História na Escola Primária n.º 165, situada na Comuna do Kicombo. Parte-se da ideia de que o ensino da História, pela sua natureza formativa e interpretativa, tem papel essencial na consolidação da consciência crítica e na promoção da cidadania activa. O estudo procura compreender em que medida esta disciplina pode tornar-se um instrumento de equidade, valorização da diversidade cultural e inclusão de diferentes formas de conhecimento, transformando o ensino num acto de libertação e participação. Apoiado em autores como Freire (1970), Santos (2010), Connell (1993), Fraser (2008) e Mbembe (2003), que defendem a justiça social como princípio educativo baseado na inclusão pedagógica, justiça cognitiva, justiça curricular e pedagogia crítica. O estudo adopta uma abordagem mista, de carácter descritivo e interpretativo, combinando revisão documental, observação directa e análise das práticas pedagógicas. Os resultados indicam a necessidade de reorientar o ensino da História com metodologias participativas, diálogo entre saberes escolares e comunitários, valorização da oralidade e da memória local, bem como reforço da formação docente com base numa pedagogia crítica e contextualizada. Conclui-se que a História, guiada pela justiça social, promove uma educação inclusiva e transformadora.
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