TOLERÂNCIA DE GENÓTIPOS DE MILHO SUBMETIDOS AOS ESTRESSES ABIÓTICO E BIÓTICO EM HUÍLA, ANGOLA

Autores

  • Irenil Lourenço Moço
  • Estáquio Manoel Mauricio Malenga
  • Nuno Muiaca Nambalo Nandjele
  • Janaína Piza Ferreira
  • Saraiva Constâncio Saraiva

Resumo

O milho é uma das principais culturas alimentares em Angola, desempenhando papel fundamental na segurança alimentar e na sustentabilidade agrícola. Este estudo comparou a resposta de 48 genótipos de milho aos estresses abiótico (acidez do solo) e biótico (Spodoptera frugiperda) nas condições edafoclimáticas da província da Huíla. O experimento foi conduzido em delineamento de blocos casualizados, em solos fersiálicos ácidos, com infestação natural da praga. Foram avaliados características de desenvolvimento vegetativo para estimar a tolerância à acidez e notas de danos foliares para mensurar a resistência à lagarta-do-cartucho. Os resultados indicaram baixa correlação (r = 0,34) entre as tolerâncias, sugerindo mecanismos fisiológicos independentes. O genótipo TC18 destacou-se pela dupla tolerância aos dois tipos de estresse. A análise comparativa demonstrou que a acidez do solo exerceu impacto mais severo sobre a produtividade, com redução média de 38,2%, explicando 45,3% da variação observada, enquanto o ataque da praga resultou em redução de 28,7% e explicou 32,1% da variação. A análise de distribuição confirmou o efeito mais limitante da acidez, evidenciado por menor mediana e maior variabilidade produtiva. Conclui-se que as estratégias de seleção devem considerar separadamente cada tipo de estresse para maximizar a adaptação local, priorizando a correção da acidez do solo como ação essencial para o aumento sustentável da produtividade do milho na região.

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Publicado

30-06-2026

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