DETERMINANTES DA INFLAÇÃO EM ANGOLA: UMA ANÁLISE ECONOMÉTRICA (2015–2025)
Resumo
Este artigo investiga os determinantes da inflação em Angola no período de 2015 a 2025, com recurso a um modelo econométrico de séries temporais. Utilizando dados anuais provenientes do INE, Banco Nacional de Angola (BNA) e FMI, analisaram-se as relações entre a inflação, a oferta monetária (M2), a taxa de juro de depósito e a inflação defasada. Os resultados empíricos confirmam que a expansão monetária exerce um impacto positivo e estatisticamente significativo sobre a inflação, corroborando a Teoria Quantitativa da Moeda. Verificou-se também forte inércia inflacionária, evidenciando que choques de preços persistem ao longo do tempo. Por outro lado, a taxa de juro mostrou fraca capacidade de controlo, sugerindo ineficiência do canal de transmissão da política monetária, em razão da baixa profundidade financeira e da dolarização parcial da economia. O estudo conclui que a inflação angolana não pode ser entendida apenas como fenómeno monetário, mas como resultado de uma combinação de factores monetários, fiscais, cambiais e estruturais. Recomenda-se uma abordagem integrada que combine disciplina fiscal, maior credibilidade da política monetária e estratégias de diversificação económica, com vista a assegurar maior estabilidade macroeconómica.
Palavras-chave: Inflação; Angola; Oferta Monetária; Política Monetária.
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